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Quinta-feira, 9 de Junho de 2011

Época 1909/1910


"Outra época atribulada em que o Sporting termina em 5º Lugar com apenas 2 vitórias e 2 empates, mas a equipa volta a abandonar a prova, não comparecendo na última jornada.

Mais uma vez, a desistência surge como protesto pela actuação da Associação de Futebol de Lisboa, na sequência de factos ocorridos durante um jogo com o Benfica, neste caso a suspensão do guarda-redes Augusto de Freitas por suposta agressão a um adversário. Nesse jogo, pela primeira vez em Portugal os espectadores tiveram que pagar o seu ingresso.

A 10 de Março de 1910 realiza-se o primeiro jogo internacional do Sporting frente aos espanhóis do Huelva, que termina com uma vitória por 2-0." fonte www.forumscp.com

Plantel
José Belo, Albano dos Santos, António Bentes, António Couto, Nóbrega de Lima, António Rosa Rodrigues, Cândido Rosa Rodrigues, Shirley, Augusto de Freitas, Francisco Stromp, António Vital.

Jogadores Novos: Alberto Oliveira, Santos, António Stromp, João Bentes

1º Jogo Internacional


"A 10 de Março de 1910 realiza-se o primeiro jogo internacional do Sporting frente aos espanhóis do Huelva, que termina com uma vitória por 2-0." fonte www.forumscp.com

Época 1908/09


Numa época em que Campeão é mais uma vez o Carcavelos, o Sporting aparece em 4º lugar com apenas 6 pontos resultantes de 3 vitórias, 10 golos marcados e oito sofridos.

Mas na verdade, o Clube só realizou 6 jogos, pois viria a abandonar a prova quando viu julgado improcedente um protesto referente a um jogo com o Benfica, onde terão acontecido algumas irregularidades, nomeadamente a marcação de um penalti porque José Belo tocou por duas vezes na bola quando marcava um pontapé de baliza.

Plantel
José Belo, Albano dos Santos, António Bentes, António Couto, Nóbrega de Lima, António Rosa Rodrigues, Cândido Rosa Rodrigues, Shirley.

Novos Jogadores: Augusto de Freitas, Francisco Stromp, Amorim, António Vital .

Época 1907/1908



"Na sua primeira participação no ainda não oficial Campeonato de Lisboa, o Sporting termina em 2º Lugar com 7 vitórias e 3 derrotas, 11 golos marcados e 15 sofridos, totalizando 14 pontos e ficando a 6 do Carcavelos, a equipa dos ingleses que ganhou todos os jogos que realizou nessa competição.

Esta foi também a época em que se deu o primeiro capítulo de uma rivalidade que perdura até aos nossos dias, com o Sporting a ganhar por 2-1 ao então Sport Lisboa, apresentando no seu onze oito jogadores oriundos daquele clube, que aliciados pelas instalações na altura ímpares do Sporting, se tinham transferido para o clube de José Alvalade." fonte www.forumscp.com

Plantel
Emílio de Carvalho, José Belo, Queirós dos Santos, Henrique Costa, Albano dos Santos, António Bentes, António Couto, Nóbrega de Lima, António Rosa Rodrigues, Cândido Rosa Rodrigues, Shirley, Eagleson, Viegas, Charles Etur

Francisco Stromp


"Francisco Stromp nasceu no dia 21 de Maio de 1892, no Largo do Intendente, em Lisboa, e foi o primeiro símbolo do Sporting.

Aos três anos de idade Francisco Stromp adoeceu e os médicos amigos e colegas de profissão do pai aconselharam a família a mudar de residência, pois o menino precisava de ar livre. A família mudou-se para o Lumiar, que nessa época ficava fora da cidade. Por lá moravam algumas famílias abastadas, das quais destacamos o Visconde de Alvalade, que tinha um neto chamado José Holtreman Roquette, os Gavazzo, Borges de Castro e os quatro irmãos Rosa Rodrigues. Do convívio entre estes surgiu a ideia de criarem um Grupo Desportivo, o Campo Grande Futebol Clube, que não chegou a durar muito tempo. Uma tarde, durante um piquenique em Loures, deu-se a cisão entre os associados, desta cisão fundaram o Sporting Clube de Portugal.

Em 1908, Francisco Stromp tinha 16 anos quando se estreou no "team" de Honra do Sporting Clube de Portugal, no qual se manteve até à época de 1923/24.

Ao longo da carreira desportiva disputou 107 jogos na categoria principal e capitaneou a equipa durante dez anos.

Dentro de campo ocupou as posições de médio-direito e avançado-centro. Nas épocas de 1914/1917 e 1920/1922 foi chamado para representar a Selecção de Lisboa.

Dos três irmãos, Francisco era o mais reservado, o mais pacato e a sua capacidade de entrega às causas em que se empenhava chegava a ir até ao sacrifício.

Francisco Stromp e o irmão, António Stromp, foram seleccionados, em 1913, para representar o futebol português no Brasil.

A postura de Francisco Stromp dentro do Sporting era a de um simples sócio, ou um qualquer atleta, que sempre teve uma palavra de estima para todos os que colaboravam com o Clube. As palavras dirigidas aos colegas e amigos eram escutadas religiosamente e eram tidas como um estímulo para os momentos mais difíceis. Não havia quem duvidasse das suas palavras, pois Francisco Stromp dividia tudo com os outros e tudo arriscava por amizade.

Desde a fundação do Sporting que Francisco Stromp se entregou ao Clube de corpo e alma, pois este mais não era do que o prolongamento da sua vida familiar.

Jorge Vieira, em 1966, num discurso feito na distribuição dos Prémios Stromp, referiu, acerca de Francisco Stromp, que "este homem, este homem excepcional, acentuo, tinha uma sensibilidade de criança, tornava-se vulgar quando se nos dirigia antes dos jogos apelando ao nosso sportinguismo e para o nosso acrisolado amor ao Clube. Muitas vezes, ao finalizar as suas considerações, as lágrimas corriam-lhe pelas faces, e nós, arrastados pelo que víamos, também acabávamos por chorar. Quando, findos os jogos, nos dirigíamos a Chico - todos, sem excepção, lhe agradecíamos. Fora ele que nos arrastara para o triunfo, mercê do seu salutar exemplo, da sua vontade firme e da sua alma de lutador denodado, de antes quebrar que torcer."

Estas palavras são o exemplo da forma de ser e de estar na vida, como no desporto, de Francisco Stromp. Em 1915, acabados os cursos do liceu e o 1º ano de Engenharia do Instituto Superior Técnico, foi chamado para cumprir o Serviço Militar. A 19 de Janeiro, começou a Revolução de Monsanto e Francisco teve de interromper a carreira de Engenharia.

Integrou a equipa que deu ao Sporting o primeiro grande título da sua história, o Campeonato de Lisboa de 1914/15. Uma vitória com um significado ainda maior por ter terminado com um período de domínio do eterno rival, o Benfica. Esteve em Alvalade até 1924, conseguindo na sua penúltima época ajudar o Clube a conquistar o primeiro Campeonato de Portugal.

O terceiro dos quatro filhos do doutor Francisco dos Reis Stromp continuaria ligado ao clube até ao fim da sua vida, que terminaria de forma trágica.

Vitimado por uma doença fatal na época, a sífilis, decidiu colocar termo à vida com apenas 38 anos. Suicidou-se no dia do vigésimo quarto aniversário do Sporting, a sua razão de existir, metendo-se debaixo de um comboio, na estação de Sete Rios.

Nunca mais foi esquecido, e hoje dá o nome a um dos mais prestigiados galardões do Clube: os Prémios Stromp. Na frente do Estádio de Alvalade um busto seu recorda-o e evoca-o de forma emblemática: «Fundador e sócio perpétuo». O número 3 de sócio está-lhe atribuído perpetuamente.

Francisco Stromp foi ainda condecorado pelo Governo, a título póstumo, com a Medalha de Mérito Desportivo, em Outubro de 1990, numa cerimónia efectuada no Hotel Méridien.

CURRICULUM:
Nome: Francisco Stromp
Local de Nascimento: Lisboa
Data de Nascimento: 21 de Maio de 1892
Início de Carreira no Sporting: 1908
Títulos conquistados ao serviço do Sporting:
1 Campeonato de Portugal (1922/23)
Internacionalizações: 25

Fonte: www.sporting.pt

Eterno Derby


Primeiro Derby
Sport Lisboa 1-2 Sporting CP

O primeiro jogo entre estes dois clubes, que deu o pontapé de saída nos Derbys, deu-se a 1 de Dezembro de 1907, e logo rodeado de polémica.

O Sport Lisboa teve sempre grandes dificuldades para sobreviver, enquanto que o Sporting vivia na sombra do dinheiro do avô de José Alvalade, o Visconde de Alvalade.

Desde logo, essa abundância financeira, proporcionou a primeira debandada histórica de jogadores entre os dois clubes.

O Sporting oferecia banhos quentes aos jogadores e trocas de camisola ao intervalo, enquanto que o Sport Lisboa nem sequer campo de jogos podía oferecer.

Nesta situação, o primeiro derby entre os clubes, contou na equipa que alinhou de início pelo Sporting, com 8 jogadores que abandonaram o Sport Lisboa.

Foram eles: José da Cruz Viegas, Emilío de Carvalho, Albano dos Santos, António Couto, António Rosa Rodrigues, Candido Rosa Rodrigues, Daniel Queirós dos Santos e Henrique Costa.

O jogo realizou-se na Quinta Nova, campo utilizado pelo Sport Lisboa, e o árbitro foi o inglês Burtenshaw.

O resultado, esse, foi de 1-2 favorável aos leões, tornando-se assim no primeiro a vencer um derby.

O jogo foi realizado debaixo de uma chuva brutal, mas nem isso afastou os espectadores que acorrera em grande número para verem um jogo de futebol.

O Sporting marcou primeiro, por intermedio de Cândido Costa Rodrigues, um dos oito "traidores", ainda no primeiro tempo.

O Sport Lisboa chegou ao golo pouco depois do recomeço do segundo tempo, com o golo a ser apontado por Corga.

O segundo golo surgiu já depois de algum tempo de paragem do jogo, devido a intensidade da chuva, e apontado na própria baliza, por um dos fudadores e mais emblematico elemento do Sport Lisboa, Cosme Damião.

Já depois deste primeiro encontro, aconteceu a fusão de dois clubes que deu origem ao Sport Lisboa e Benfica que hoje conhecemos, quando o Sport Lisboa agregou o Clube Sport Benfica três meses depois, assumindo a data de fundação do Sport Lisboa, como data de nascimento do Sport Lisboa e Benfica.

Assim sendo, o jogo de 1 de Dezembro de 1907 foi o pontapé de saida dos jogos entre Benfica e Sporting.

Ficam aqui recordadas as equipas que alinharam nesse primeiro encontro.

Sport Lisboa: João Persónio, Luís Vieira e Leopoldo Mocho, Alves, Cosme Damião e Marcolino Bragança, Félix Bermudes, António Costa e Eduardo Corga, António Meireles e Carlos Fraça.

Sporting CP: Emílio de Carvalho, Queirós dos Santos e José Belo, Albano dos Santos, António Couto e Nóbrega de Lima, António Rosa Rodrigues, Cândido Rosa Rodrigues e Jacob Eagleson, Cruz Viegas e Henrique Costa.

Taça de Honra de Lisboa

Competição organizada pela Associação de Futebol de Lisboa, com a 1.ª edição a realizar-se em 1914/15.

Realizou-se por 25 vezes, sendo interrompida em diversos peródos.

Durante as décadas de dez e vinte, a Taça de Honra de Lisboa estava aberta a qualquer clube que desejasse participar, disputando-se, por eliminatórias, no encerramento da época, após a conclusão do campeonato regional de Lisboa, também organizado pela AFL.

Aquando da reedição da sua disputa no início dos anos 60, realizava-se no início de cada época, como preparação para o campeonato nacional da I Divisão, passando a vigorar o “modelo Taça Latina”: os quatro melhores (pertencentes à AFL) classificados na I Divisão na época anterior, encontravam-se em dois jogos que apuravam os dois finalistas, com os vencidos a disputarem um jogo para definir o 3.º e 4.º classificado, seguindo-se a final.